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Parte III - Nossa Gratidão

Dia do Senhor 32

P.86. Se fomos libertados da nossa miséria somente pela graça através de Cristo, sem nenhum mérito nosso, por que então devemos praticar boas obras?

R. Por que Cristo, tendo nos remido pelo Seu sangue, também nos renova por Seu Espírito Santo à Sua imagem para que, com toda a nossa vida, mostremo-nos gratos a Deus por Seus benefícios1 e para que Ele seja louvado por nós.2 Além disso, para que tenhamos a certeza da nossa fé por causa dos seus frutos,3 e que pelo novo viver piedoso possamos ganhar os nossos próximos para Cristo.4

1. Rm 6.13; 12.1, 2; 1Pe 2.5-10. 2. Mt 5.16; 1Co 6.19, 20. 3. Mt 7.17, 18; Gl 5.22-24; 2Pe 1.10, 11. 4. Mt 5.14-16; Rm 14.17-19; 1Pe 2.12; 3.1, 2.


P.87. Podem ser salvos aqueles que não abandonam o modo de viver ingrato e impenitente e não se convertem a Deus?

R. Não, de modo nenhum. A Escritura diz que nenhum impuro, idólatra, adúltero, ladrão, avarento, bêbado, maldizente, assaltante ou semelhante herdará o reino do céu.1

1. 1Co 6.9, 10; Gl 5.19-21; Ef 5.5, 6; Jo 3.14.


Dia do Senhor 33

P.88. O que é o verdadeiro arrependimento ou conversão do homem? 

R. É a morte da velha natureza e a ressurreição da nova natureza.1

1. Rm 6.1-11; 1Co 5.7; 2Co 5.17; Ef 4.22-24; Cl 3.5-10. 78


P.89. O que é a morte da velha natureza?

R. É a profunda e sincera tristeza por termos ofendido a Deus com os nossos pecados, e o abominar e fugir desses pecados cada vez mais.1

1. Sl 51.3, 4, 17; Jl 2.12, 13; Rm 8.12, 13; 2Co 7.10.


P.90. O que é a ressurreição da nova natureza?

R. É a alegria sincera em Deus por Cristo,1 e o amor e o deleite de viver segundo a vontade de Deus em todas as boas obras.2

1. Sl 51.8, 12; Is 57.15; Rm 5.1; 14.17. 2. Rm 6.10, 11; Gl 2.20.


P.91. Mas, o que são as boas obras?

R. Somente as que são feitas pela verdadeira fé,1 em conformidade com a lei de Deus2 e para a Sua glória,3 e não aquelas que se baseiam na nossa própria opinião ou em preceitos de homens.4

1. Jo 15.5; Rm 14.23; Hb 11.6. 2. Lv 18.4; 1Sm 15.22; Ef 11.6. 3. 1Co 10.31. 4. Dt 12.32; Is 29.13; Ez 10.18, 19; Mt 15.7-9.


Os Dez Mandamentos


Dia do Senhor 34

P.92. O que diz a lei de Deus?

R. “Então, falou Deus todas estas palavras: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 
1. Não terás outros deuses diante de mim.
2. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
3. Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
4. Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.
5. Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.
6. Não matarás. 
7. Não adulterarás. 
8. Não furtarás. 
9. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 
10. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo”.1

1. Ex 20.1-17; Dt 5.6-21.


P.93. Como estão divididos estes mandamentos?

R. Em duas partes. A primeira nos ensina como viver com relação a Deus; a segunda, que deveres temos para com o nosso próximo.1

1. Mt 22.37-40.


P.94. Que exige o SENHOR no primeiro mandamento?

R. Que, por amor a minha salvação, devo evitar e fugir de toda idolatria,1 feitiçaria, superstição2 e invocação a santos ou a outras criaturas.3 E que devo reconhecer corretamente ao único e verdadeiro Deus,4 confiar somente nEle,5 submeter-me a Ele em toda humildade6 e paciência,7 só dEle esperar todo o bem,8 e que devo O amar,9 temer10 e honrar11 com todo o meu coração. Em resumo: é preferível repudiar a todas as criaturas a fazer qualquer coisa, mínima que seja, contra a Sua vontade.12

1. 1Co 6.9, 10; 10.5-14; 1Jo 5.21. 2. Lv 19.31; Dt 18.9-12. 3. Mt 4.10; Ap 19.10; 22.8, 9. 4. Jo 17.3. 5. Jr 17.5, 7. 6. 1Pe 5.5, 6. 7. Rm 5.3, 4; 1Co 10.10; Fp 2.14; Cl 1.11; Hb 10.36. 8. Sl 104.27, 28; Is 45.7; Tg 1.17. 9. Dt 6.5; (Mt 22.37). 10. Dt 6.2; Sl 111.10; Pv 1.7; 9.10; Mt 10.28; 1Pe 1.17. 11. Dt 6.13; (Mt 4.10); Dt 10.20. 12. Mt 5.29, 30; 10.37-39; At 5.29.


P.95. O que é idolatria?

R. Idolatria é ter ou inventar algo em que colocar a nossa confiança em lugar ou ao lado do único e verdadeiro Deus que se revelou em Sua Palavra.1

1. 1Cr 16.26; Gl 4.8, 9; Ef 5.5; Fp 3.19.

 

Dia do Senhor 35

P.96. Que exige Deus no segundo mandamento?

R. Que não façamos a imagem de Deus em hipótese alguma,1 nem O adoremos de nenhum outro modo diferente do que nos ordenou em Sua Palavra.2

1. Dt 4.15-19; Is 40.18-25; At 17.29; Rm 1.23. 2. Lv 10.1-7; Dt 12.30; 1Sm 15.22, 23; Mt 15.9; Jo 4.23, 24.


P.97. Então, não podemos fazer nenhum tipo de imagem?

R. Deus não pode nem deve ser visivelmente representado de nenhuma maneira. As criaturas podem ser representadas, mas Deus nos proíbe fazer ou ter imagens delas para adorá-las ou para servir a Deus por meio delas.1

1. Ex 34.13, 14, 17; Nm 33.52; 2Rs 18.4, 5; Is 40.25.


P.98. Quer dizer que não se pode tolerar as imagens nas igrejas como “livros para os leigos”?

R. Não. Pois não devemos querer ser mais sábios do que o próprio Deus. Ele quer que o Seu povo seja ensinado não por meio de ídolos mudos1 mas pela pregação viva da Sua Palavra.2

1. Jr 10.8; Hc 2.18-20. Rm 10.14, 15, 17; 2 Tm 3.16, 17; 2Pe 1.19.


Dia do Senhor 36

P.99. O que se exige no terceiro mandamento?

R. Que não blasfememos nem façamos mau uso o Nome de Deus por maldição,1 perjúrio2 ou votos desnecessários,3 e que não participemos, por omissão silenciosa, desses terríveis pecados.4 Antes devemos usar o santo nome de Deus somente com temor e reverência,5 para que possamos confessá-lO corretamente,6 invocá-lO,7 e O glorificar com todas as nossas palavras e obras.8

1. Lv 24.10-17. 2. Lv 19.12. 3. Mt 5.37; Tg 5.12. 4. Lv 5.1; Pv 29.24. 5. Sl 99.1-5; Is 45.23; Jr 4.2. 6. Mt 10.32, 33; Rm 10.9, 10. 7. Sl 50.14, 15. 1Tm 2.8. 8. Rm 2.24; Cl 3.17; 1Tm 6.1.


P.100. Será que blasfemar o Nome de Deus por juramentos e maldições é um pecado tão grande que Deus se ira também contra aqueles que não impedem nem proíbem isso o tanto quanto podem?

R. Certamente que sim.1 Porque nenhum pecado é maior nem provoca mais a ira de Deus do que blasfemar o Seu Nome. É por isso que Ele ordenou que esse pecado fosse punido com a morte.2

1. Lv 5.1. 2. Lv 24.16. 82


Dia do Senhor 37

P.101. Mas será que podemos, de modo piedoso, fazer juramentos e votos em Nome de Deus? R. Sim, quando o governo o exige de seus súditos, ou quando a necessidade o exige para que se guarde e se promova a fidelidade e a verdade, para a glória de Deus e o bem do nosso próximo. Esse tipo de juramento tem por base a Palavra de Deus1 e foi assim utilizado da maneira correta pelos santos do Velho e do Novo Testamentos.2

1. Dt 6.13; 10.20; Jr 4.1, 2; Hb 6.16. 2. Gn 21.24; 31-53; Js 9.15; 1Sm 24.22; 1Rs 1.29, 30; Rm 1.9; 2Co 1.23.


P.102. Podemos também jurar pelos santos ou por outras criaturas?

R. Não. Um juramento legítimo é uma invocação a Deus, para que Ele, o único que conhece o coração, sirva como testemunha da verdade e que me castigue se eu jurar falsamente.1 Nenhuma criatura é digna de uma tal honra.2 

1. Rm 9.1; 2Co 1.23. 2. Mt 5.34-37; 23.16-22; Tg 5.12.

 

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P.103. O que exige Deus no quarto mandamento?

R. Primeiro, que o ministério do evangelho e as escolas cristãs sejam mantidas1 e que eu, especialmente no dia de descanso, seja diligente em ir à igreja de Deus2 para ouvir à Palavra de Deus,3 participar dos sacramentos,4 para invocar publicamente ao Senhor 5 e para praticar a caridade cristã para com os necessitados. 6 Segundo, para que em todos os dias da minha vida eu cesse as minhas más obras, deixe o Senhor operar em mim por Seu Espírito Santo, e assim começar nesta vida o descanso eterno.7

1. Dt 6.4-9; 20-25; 1Co 9.13, 14; 2Tm 2.2; 3.13-17; Tt 1.5. 2. Dt 12.5-12; Sl 40.9, 10; 68.26; At 2.42-47; Hb 10.23-25. 3. Rm 10.14-17; 1Co 14.26-33; 1Tm 4.13. 4. 1Co 11.23, 24. 5. Cl 3.16; 1Tm 2.1. 6. Sl 50.14; 1Co 16.2; 2Co 8; 9. 7. Is 66.23; Hb 4.9-11.


Dia do Senhor 39

P.104. O que exige Deus no quinto mandamento?

R. Que eu demonstre toda honra, amor e fidelidade a meu pai e à minha mãe, e a todos os meus superiores; que eu me submeta devidamente às suas boas instrução e disciplina1 e que também seja paciente com as suas fraquezas e defeitos,2 pois é a vontade de Deus nos governar pelas mãos deles.3

1. Ex 21.17; Pv 1.8; 4.1; Rm 13.1, 2; Ef 5.21, 22; 6.1-9; Cl 3.18-4.1. 2. Pv 20.20; 23.22; 1Pe 2.18. 3. Mt 22.21, Rm 13.1-8; Ef 6.1-9; Cl 3.18-21.


Dia do Senhor 40

P.105. O que exige Deus no sexto mandamento?

R. Que eu não devo desonrar, odiar, injuriar nem matar o meu próximo por pensamentos, palavras, ou gestos e muito menos por ações, por mim mesmo ou através de outros;1 antes, devo fazer morrer todo desejo de vingança.2 Além disso, não devo me fazer mal nem me expor levianamente ao perigo.3 Por isso também o governo empunha a espada para impedir homicídios.4

1. Gn 9.6; Lv 19.17, 18; Mt 5.21, 22; 26.52. 2. Pv 25.21, 22; Mt 18.35; Rm 12.19; Ef 4.26. 3. Mt 4.7; 26.52; Rm 13.11-14. 4. Gn 9.6; Ex 21.14; Rm 13.4.


P.106. Mas, esse mandamento fala somente de matar?

R. Ao nos proibir de matar Deus nos ensina que detesta a raiz do homicídio, a saber: a inveja, o ódio, a ira e o desejo de vingança1 e que Ele considera tudo isso como homicídio.2

1. Pv 14.30; Rm 1.29; 12.19; Gl 5.19-21; Tg 1.20; 1Jo 2.9-11. 2. 1Jo 3.15. 84


P.107. Então, basta que não matemos o nosso próximo dessa maneira?

R. Não. Deus ao condenar a inveja, o ódio, a ira e o desejo de vingança nos ordena a amar os nossos inimigos como a nós mesmos,1 a demonstrar paciência, paz, mansidão, misericórdia e amizade para com ele,2 a protegê-lo do mal o tanto que pudermos e a fazer o bem até mesmo aos nossos inimigos.3

1. Mt 7.12; 22.39; Rm 12.10. 2. Mt 5.5; Lc 6.36; Rm 12.10, 18; Gl 6.1, 2; Ef 4.2; Cl 3.12; 1Pe 3.8. 3. Ex 23.4, 5; Mt 5.44, 45; Rm 12.20.


Dia do Senhor 41

P.108. O que nos ensina o sétimo mandamento?

R. Que toda a impureza sexual é amaldiçoada por Deus.1 Por isso devemos abominá-la de todo coração2 e viver vidas puras e disciplinadas, tanto dentro quanto fora do santo matrimônio.3

1. Lv 18.30; Ef 5.3-5. 2. Jd 22, 23. 3. 1Co 7.1-9; 1Ts 4.3-8; Hb 13.4.


P.109. Neste mandamento, Deus só proíbe o adultério e pecados vergonhosos semelhantes?

R. Desde que somos, corpo e alma, templos do Espírito Santo, é a vontade de Deus que nos conservemos puros e santos. Por isso Ele proíbe todas as ações impuras, gesticulações, palavras, pensamentos, desejos,1 e tudo aquilo que possa nos induzir à impureza.2

1. Mt 5.27-29; 1Co 6.18-20; Ef 5.3, 4. 2. 1Co 15.33; Ef 5.18.


Dia do Senhor 42

P.110. O que proíbe Deus no oitavo mandamento?

R. Deus não apenas proíbe o roubo e o furto que as autoridades punem1 mas também os esquemas e ciladas malignos como falsos pesos e falsas medidas, negócio enganoso, dinheiro falsificado e usura;2 não devemos defraudar o nosso próximo de maneira nenhuma, nem pela força nem pela aparência de direito.3 Além disso Deus proíbe toda a avareza4 e todo o abuso e desperdício de Suas dádivas.5

1. Ex 22.1; 1Co 5.9, 10; 6.9, 10. 2. Dt 25.13-16; Sl 15.5; Pv 11.1; 12.22; Ez 45.9-12; Lc 6.35. 3. Mq 6.9-11; Lc 3.14; Tg 5.1-6. 4. Lc 12.15; Ef 5.5. 5. Pv 21.20; 23.20, 21; Lc 16.10-13.


P.111. O que exige Deus de você nesse mandamento?

R. Que eu promova o bem do meu próximo sempre que for lícito e possível; que eu o trate do mesmo modo que desejaria ser tratado pelos outros e que trabalhe fielmente para ter condições de dar aos necessitados.1

1. Is 58.5-10; Mt 7.12; Gl 6.9, 10; Ef 4.28.


Dia do Senhor 43

P.112. O que se exige no nono mandamento?

R. Que eu não devo levantar falso testemunho contra ninguém, nem distorcer as palavras de ninguém, não fazer fofoca nem difamar, não condenar nem me ajuntar com ninguém para condenar a outrem precipitadamente e sem o ter ouvido.1 Antes devo repudiar toda mentira e engano, obras próprias do diabo, para não trazer sobre mim a pesada ira de Deus.2 No tribunal ou em qualquer outro lugar eu devo amar à verdade,3 dizê-la e confessá-la com honestidade e fazer tudo o que puder para defender e promover a honra e a reputação do meu próximo.4

1. Sl 15; Pv 19.5, 9; 21.28; Mt 7.1; Lc 6.37; Rm 1.28-32. 2. Lv 19.11, 12; Pv 12.22; 13.5; Jo 8.44; Ap 21.8. 3. 1Co 13.6; Ef 4.25. 4. 1Pe 3.8, 9; 4.8.


Dia do Senhor 44

P.113. O que exige de nós o décimo mandamento?

R. Que nem o mais leve pensamento ou desejo contrário a quais-quer mandamentos de Deus jamais deveriam se levantar em nosso coração. Antes, devemos sempre detestar de todo coração a todo o pecado e, nos deleitar em toda a justiça.1

1. Sl 19.7-14; 139.23, 24; Rm 7.7, 8.


P.114. Mas os que se converteram a Deus são capazes de guardar esses mandamentos perfeitamente?

R. Não.
Pois até mesmo os mais santos nessa vida só têm um leve começo dessa obediência.1 Mesmo assim, eles começam a viver — com sincero fervor e propósito —não apenas segundo alguns mandamentos de Deus, mas conforme todos eles.2

1. Ec 7.20; Rm 7.14, 15; 1Co 13.9; 1Jo 1.8 2. Sl 1.1, 2; Rm 7.22-25; Fp 3.12-16.


P.115. Se nessa vida ninguém consegue obedecer perfeitamente os Dez Mandamentos, por que Deus manda que sejam pregados com tanto rigor?

R. Primeiro, para que ao longo das nossas vidas possamos cada vez mais estar conscientes da nossa natureza pecaminosa, e assim buscarmos com mais fervor o perdão dos pecados e a justiça de Cristo.1 Segundo, para que, ao orarmos a Deus pela graça do Espírito Santo, jamais deixemos de batalhar para sermos cada vez mais renovados à imagem de Deus, até que após esta vida alcancemos o alvo da perfeição.2

1. Sl 32.5; Rm 3.19-26; 7.7, 24, 25; 1Jo 1.9. 2. 1Co 9.24; Fp 3.12-14; 1Jo 3.1-3.


A Oração


Dia do Senhor 45

P.116. Por que a oração é necessária aos cristãos?

R. Porque a oração é a parte mais importante da gratidão que Deus exige de nós.1 Além disso, Deus só concederá a Sua graça e o Espírito Santo àqueles que, constante e sinceramente, Lhe pedem esses dons e O agradecem por eles.2

1. Sl 50.14, 15; 116.12-19; 1Ts 6.16-18. 2. Mt 7.7, 8; Lc 11.9-13.


P.117. O que é preciso para que nossa oração agrade a Deus e por Ele seja ouvida?

R. Primeiro, devemos invocar de coração apenas o único e verdadeiro Deus — que se revelou em Sua Palavra — por tudo aquilo que Ele nos ordenou orar.1 Segundo, devemos ter plena consciência da nossa necessidade e miséria, para que possamos nos humilhar diante de Deus.2 Terceiro, devemos descansar no fundamento inabalável — do qual não somos merecedores — de que Deus com certeza ouvirá às nossas orações por causa de Cristo, nosso Senhor, conforme Ele nos prometeu na Sua Palavra.3

1. Sl 145.18-20; Jo 4.22-24; Rm 8.26, 27; Tg 1.5; 1Jo 5.14, 15 ; Ap 19.10. 2. 2Cr 7.14; 20.12; Sl 2.11; 34.18; 62.8; Is 66.2; Ap 4. 3. Dn 9.17-19; Mt 7.8; Jo 14.13, 14; 16.23; Rm 10.13; Tg 1.6.


P.118. O que foi que Deus ordenou que Lhe pedíssemos?

R. Tudo aquilo que necessitamos para nossos corpos e almas, conforme à oração que o próprio Cristo, nosso Senhor, nos ensinou.1

1. Mt 6.33; Tg 1.17. 


P.119. Qual é a oração do Senhor?

R. “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
 venha o teu reino; faça-se a tua vontade,
 assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;
 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, 
o poder e a glória para sempre. Amém!”1

1. Mt 6.9-13; Lc 11.2-4. 


Dia do Senhor 46

P.120. Por que Cristo ordenou nos dirigir a Deus como o “Pai nosso”?

R. Para despertar em nós, logo no início da nossa oração, a reverência filial e confiante em Deus que deve ser básica à nossa oração. Deus, por meio de Cristo, tornou-se o nosso Pai, e se os nossos pais não nos negam as coisas terrenas, muito menos nos negará Deus aquilo que Lhe pedirmos pela fé.1

1. Mt 7.9-11; Lc 11.11-13.


P.121. Por que se acrescentou “que estás nos céu”?

R. Essas palavras nos ensinam a não pensar na majestade de Deus de modo terreno,1 e a esperar do Seu poder infinito tudo aquilo que necessitamos para os nossos corpos e almas.2

1. Jr 23.23, 24; At 17.24, 25. 2. Mt 6.25-34; Rm 8.31, 32. 


Dia do Senhor 47

P.122. Qual é a primeira petição?

R. “Santificado seja o teu nome”. Isto é: Que nos concedas, antes de mais nada, que possamos Te conhecer da maneira correta,1 e que Te santifiquemos, glorifiquemos e louvemos em todas as Tuas obras, das quais brilham o Teu poder infinito, sabedoria, bondade, justiça, misericórdia e verdade.2 Também que nos concedas que dirijamos toda a nossa vida — ou pensamentos, palavras e ações — de tal maneira que o Teu nome não seja blasfemado por nossa causa, mas que seja sempre honrado e glorificado.3

1. Jr 9.23, 24; 31.33, 34; Mt 16.17; Jo 17.3. 2. Ex 34.5-8; Sl 145; Jr 32.16-20; Lc 1.46-55, 68-75; Rm 11.33-36. 3. Sl 115.1; Mt 5.16. 


Dia do Senhor 48

P.123. Qual é a segunda petição?

R. “Venha o teu reino”. Isto é: Que nos governes pela Tua Palavra e Espírito de tal modo que nos submetamos a Ti1 cada vez mais. Que protejas e faças crescer a Tua igreja.2 Que destruas as obras do diabo, todo poder que se levante contra Ti e toda conspiração contra a Tua Palavra.3 Que faças todas essas coisas até que venha a plenitude do Teu reino, em que serás tudo em todos.4

1. Sl 119.5, 105; 143.10; Mt 6.33. 2. Sl 51.18; 122.6-9; Mt 16.18; At 2.42-47. 3. Rm 16.20; 1Jo 3.8. 4. Rm 8.22, 23; 1Co 15.28; Ap 22.17, 20.


Dia do Senhor 49

P.124. Qual é a terceira petição?

R. “Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”. Isto é: Que nós e todos os homens renunciemos à nossa própria vontade, e sem murmuração obedeçamos à Tua vontade, a única que é boa.1 Também que concedas que todos cumpram os deveres de seus ofícios e vocações2 tão espontânea e fielmente como os anjos no céu.3

1. Mt 7.21; 16.24-26; Lc 22.42; Rm 12.1, 2; Tt 2.11, 12. 2. 1Co 7.17-24; Ef 6.5-9. 3. Sl 103.20, 21.


Dia do Senhor 50

P.125. Qual é a quarta petição?

R. “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”. Isto é: Que supras todas as nossas necessidades físicas1 para que reconheçamos que Tu és a única fonte de todo o bem,2 e que — sem a Tua bênção — nem o nosso cuidado, nem o nosso labor nem mesmo os Teus dons, podem nos fazer bem algum.3 E, portanto, que não depositemos a nossa confiança em nenhuma criatura, mas somente em Ti.4

1. Sl 104.27-30; 145.15, 16; Mt 6.25-34. 2. At 14.17; 17.25; Tg 1.17. 3. Dt 8.3; Sl 37.16; 127.1, 2; 1Co 15.58. 4. Sl 55.22; 62; 146; Jr 17.5-8; Hb 13.5, 6.


Dia do Senhor 51

P.126. Qual é a quinta petição?

R. “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”. Isto é: Que, por causa do sangue de Cristo, não nos imputes, pecadores desgraçados que somos, nenhuma das nossas transgressões nem o mal que ainda persiste em nós,1 e que também encontremos em nós essa evidência da Tua graça: que estamos plenamente determinados de todo o coração a perdoar nosso próximo.2

1. Sl 51.1-7; 143.2; Rm 8.1; 1Jo 2.1, 2. 2. Mt 6.14, 15; 18.21-35.


Dia do Senhor 52

P.127. Qual é a sexta petição?

R. “E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal”. Isto é: Que somos tão fracos em nós mesmos que não podemos permanecer firmes por um momento sequer.1 Além disso, os nossos inimigos declarados — o diabo,2 o mundo3 e a nossa própria carne4 — não cessam de nos atacar. Queiras, portanto, sustentar-nos e fortalecer-nos pelo poder do Teu Espírito Santo, para que não sejamos derrotados nessa batalha espiritual,5 mas que sempre resistamos a nossos inimigos, até que alcancemos finalmente a vitória total.6

1. Sl 103.14-16; Jo 15.1-5. 2. 2Co 11.14; Ef 6.10-13; 1Pe 5.8. 3. Jo 15.18-21. 4. Rm 7.13; Gl 5.17. 5. Mt 10.19, 20; 26.41; Mc 13.33; Rm 5.3-5. 6. 1Co 10.13; 1Ts 3.13; 5.23.


P.128. Com é que você conclui a sua oração?

R. “Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre”. Isto é: Tudo isso Te pedimos porque, como nosso Rei com poder sobre todas as coisas, tanto queres quanto podes nos dar tudo o que é bom,1 e por essa causa não nós, mas o Teu santo Nome é digno de receber toda a glória para sempre.2

1. Rm 10.11-13; 2Pe 2.9. 2. Sl 115.1; Jr 33.8, 9; Jo 14.13.


P.129. O que significa a palavra “Amém”?

R. Amém significa: é verdadeiro e certo. Pois é mais certo e verdadeiro que Deus ouviu a minha oração, do que o sentimento que tenho em meu coração de desejar isso dEle.1

1. Is 65.24; 2Co 1.20; 2Tm 2.13.

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