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Parte II - Nossa Salvação

Dia do Senhor 5

P.12. Se pelo justo julgamento de Deus merecemos tanto o castigo temporal quanto o eterno, como, então, poderemos escapar desta punição para sermos novamente recebidos em graça?

R. Deus requer que a Sua justiça seja satisfeita.1 Por isso, nós mesmos devemos satisfazer essa justiça completamente, ou um outro por nós.2

1. Ex 20.5; 23.7; Rm 2:1-11. 2. Is 53.11; Rm 8.3, 4.


P.13. Podemos, nós mesmos, satisfazer essa justiça?

R. Certamente que não. Pelo contrário, todos os dias aumentamos a nossa dívida.1

1. Sl 130.3; Mt 6.12; Rm 2.4, 5.


P.14. Qualquer mera criatura pode satisfazê-la por nós?

R. Não. Em primeiro lugar, Deus não vai castigar uma outra criatura pelo pecado que o homem cometeu.1 Além disso, não há criatura que possa suportar o peso da ira eterna de Deus contra o pecado, nem libertar outros dessa ira.2

1. Ez 18.4, 20; Hb 2.14-18. 2. Sl 130.3; Na 1.6.


P.15. Que tipo de mediador e libertador temos que buscar?

R. Alguém que seja homem verdadeiro1 e justo,2 e mais poderoso que todas as criaturas; isso é, alguém que seja ao mesmo tempo Deus verdadeiro.3

1. 1Co 15.21; Hb 2.17. 2. Is 53.9; 2Co 5.21; Hb 7.26. 3. Is 7.14; 9.6; Jr 23.6; Jo 1.1; Rm 8.3, 4.


Dia do Senhor 6

P.16. Por que tem de ser um homem verdadeiro e justo?

R. Tem de ser homem verdadeiro, pois a justiça de Deus exige que a mesma natureza humana que pecou pague pelo pecado.1 Tem de ser homem justo pois alguém que, por natureza, já é pecador, não pode pagar pelos pecados dos outros.2

1. Rm 5.12, 15; 1Co 15.21; Hb 2.14-16. 2. Hb 7.26, 27; 1Pe 3.18.


P.17. Por que ele tem de ser, ao mesmo tempo, Deus verdadeiro?

R. Ele tem de ser Deus verdadeiro para que, pelo poder da Sua natureza Divina,1 possa suportar em sua natureza humana o peso da ira de Deus2 e, conquistar e restituir para nós a justiça e a vida.3

1.Is 9.6. 2. Dt 4.24; Na 1.6; Sl 130.3. 3. Is 53.5, 11; Jo 3.16; 2Co 5.21.


P.18. Mas, que Mediador é esse que é, ao mesmo tempo, Deus verdadeiro e homem verdadeiro e justo?

R. O nosso Senhor Jesus Cristo,1 “o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1Co 1.30).

1. Mt 1.21-23; Lc 2.11; 1Tm 2.5; 3.16.


P.19. Como você sabe disso?

R. Pelo santo evangelho, revelado pela primeira vez no Paraíso pelo próprio Deus.1 O qual o fez proclamar depois pelos patriarcas2 e profetas,3 e prefigurar, como sombras, pelos sacrifícios e outras cerimônias da lei.4 Fazendo-o, por fim, ser cumprido por meio do Seu único Filho.5

1. Gn 3.15. 2. Gn 12.3; 22.18; 49.10. 3. Is 53; Jr 23.5, 6; Mc 7.18-20; At 10.43; Hb 1.1 4. Lv 1-7; Jo 5.46; Hb 10.1-10. 5. Rm 10.4; Gl 4.4, 5; Cl 2.17.


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P.20. Então, todos os homens foram salvos por Cristo, exatamente como por meio de Adão todos pereceram?

R. Não.1Só estão salvos os que, pela verdadeira fé, foram enxertados em Cristo e aceitaram todos os Seus benefícios.2

1. Mt 7 .14; Jo 1.12; 3.16, 18, 36; Rm 11.16-21.


P.21. O que é a verdadeira fé?

R. A verdadeira fé é a convicção com que aceito como verdade tudo aquilo que Deus nos revelou em Sua Palavra.1 É também a firme certeza2 de que Deus garantiu — não só aos outros como também a mim3 — perdão de pecados, justiça eterna, e salvação4 por pura graça e somente pelos méritos de Cristo.5 O Espírito Santo realiza essa fé em meu coração por meio do evangelho.6

1. Jo 17.3, 17; Hb 11.1-3; Tg 2.19. 2. Rm 4.18-21; 5.1; 10.10; Hb 4.16. 3. Gl 2.20 4. Rm 1.17; Hb 10.10. 5. Rm 3.20-26; Gl 2.16; Ef 2.8-10. 6. At 16.14; Rm1.16; 10.17; 1Co 1.21.


P.22. Então, no que o cristão tem de acreditar?

R. Em tudo que nos está prometido no evangelho,1 e que nos são ensinados resumidamente pelo artigos da nossa fé cristã universal e indubitável.

1. Mt 28.19; Jo 20.30, 31.


P.23. Que artigos são esses?

R. 
1. Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do céu e da terra.  
2. em Jesus Cristo, Seu unigênito Filho, nosso Senhor, 
3. o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; 
4. padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morte e sepultado; desceu ao inferno; 
5. ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; 
6. subiu ao céu; está assentado à mão direita de Deus Pai Todo-poderoso, 
7. de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.
8. Creio no Espírito Santo; 
9. na santa Igreja universal; na comunhão dos santos; 
10. na remissão dos pecados; 
11. na ressurreição do corpo; 
12. na vida eterna.


Dia do Senhor 8

P.24. Como se dividem esses artigos?

R. Em três partes. — a primeira é sobre Deus o Pai e a nossa criação; — a segunda é sobre Deus o Filho e a nossa redenção;— a terceira é sobre Deus o Espírito Santo e a nossa santificação.

 

P.25. Por que é que você fala em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; visto que só existe um único Deus?

1 R. Porque o próprio Deus se revelou de tal maneira em Sua Palavra2 que essas três Pessoas distintas são o único, verdadeiro e eterno Deus.

1. Dt 6.4; Is 44.6; 45.5; 1Co 8.4, 6. 2. Gn 1.2, 3; Is 61.1; 63.8-10; Mt 3.16, 17; 28.18, 19; Lc 4.18; Jo 14.26; 15.26; 2Co 13.14; Gl 4.6; Tt 3.5, 6.


Deus Pai e a Nossa Criação


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P.26. Em que você crê quando diz: “Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do céu e da terra”?

R. Creio que o eterno Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, que criou do nada o céu e a terra e tudo o que neles há,1 e também os sustenta e governa por Seu conselho e providência eternos,2 é o meu Deus e o meu Pai, por causa do Seu Filho Cristo.3 Creio nEle tão completamente que não tenho nenhuma dúvida de que Ele me suprirá de tudo que é necessário ao corpo e à alma,4 e que também converterá em bem para mim toda a adversidade que me enviar nessa vida conturbada.5 Ele assim pode fazer porque é Deus Todo-Poderoso,6 mas o quer fazer, porque é Pai Fiel.7

1. Gn 1; 2; Ex 20.11; Jó 38; 39; Sl 33.6; Is 44.24; At 4.24; 14.15. 2. Sl 104.27-30; Mt 6.30; 10.29; Ef 1.11. 3. Jo 1.12, 13; Rm 8.15, 16; Gl 4.4-7; Ef 1.5. 4. Sl 55.22; Mt 6.25, 26; Lc 12.22-31. 5. Rm 8.28. 6. Gn 18.14; Rm 8.31-39. 7. Mt 6.32, 33; 7.9-11.


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P.27. O que você entende por “Providência de Deus”?

R. A providência de Deus é o Seu onipotente e onipresente poder,1 por meio do qual, com as Sua mãos, Ele sustenta continuamente o céu e a terra e todas as criaturas,2 governando-os de tal modo que ervas e plantas, chuva e seca, abundância e escassez, comida e bebida, saúde e doença, riqueza e pobreza,3 todas as coisas na verdade, não nos vêm por acaso4 mas procedem da Sua mão paternal.5

1. Jr 23.23, 24; At 17.24-28. 2. Hb 1.3 3. Jr 5.24; At 14.15-17; Jo 9.3; Pv 22.2. 4. Pv 16.33. 5. Mt 10.29.


P.28. Que benefício há em sabermos que Deus criou todas as coisas e que continuamente as sustenta pela Sua providência?

R. Podemos ser pacientes na adversidade,1 agradecidos na prosperidade2 e podemos, quanto ao futuro, confiar firmemente em nosso Deus e Pai fiel, porque criatura alguma poderá nos separar do Seu amor;3 pois todas elas estão de tal modo em Sua mão que sem a Sua vontade, elas não podem nem mesmo se mover.4

1. Jó 1.21, 22; Sl 39.10; Tg 1.3 2. Dt 8.10; 1Ts 5.18. 3. Sl 55.22; Rm 5.3-5; 8.38, 39. 4. Jó 1.12; 2.6; Pv 21.1; At 17.24-28.


Deus Filho e a Nossa Redenção


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P.29. Por que razão é o Filho de Deus chamado de Jesus, que quer dizer, Salvador?

R. Porque Ele nos salva de todos os nossos pecados,1 e porque em ninguém mais devemos buscar ou podemos encontrar salvação.2

1. Mt 1.21; Hb 7.25. 1. Is 43.11; Jo 15.4, 5; At 4.11, 12; 1Tm 2.5.


P.30. Aqueles que buscam com fervor a sua salvação ou bem-estar nos santos, em si mesmos ou em outra coisa qualquer, também crêem no único Salvador Jesus?

R. Não. Embora gloriem-se nEle com palavras, eles na verdade negam a Jesus como o único Salvador.1 Pois das duas coisas, só uma é verdadeira: ou Jesus é um Salvador incompleto, ou aqueles que pela verdadeira fé aceitam esse Salvador têm que achar nEle tudo que é necessário para a sua salvação.2

1. 1Co 1.12, 13; Gl 5.4 2. Cl 1.19, 20; 2.10; 1Jo 1.7.

 

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P.31. Por que razão é Ele chamado de Cristo, que quer dizer, Ungido?

R. Porque Ele foi ordenado por Deus o Pai, e ungido com o Espírito Santo,1 para ser o nosso supremo Profeta e Mestre,2 que nos revelou completamente o propósito secreto e a vontade de Deus quanto à nossa redenção;3 nosso único Sumo Sacerdote4 o qual por um único sacrifício do Seu corpo nos remiu,5 e intercede continuamente por nós diante do Pai;6 e nosso Rei eterno,7 que nos governa pela Sua Palavra e por Seu Espírito, e que nos defende e preserva na redenção que para nós conquistou.8

1. Sl 45.7 (Hb 1.9); Is 61.1 (Lc 4.18); Lc 3.21, 22. 2. Dt 18.15 (At 3.22) 3. Jo 1.18; 15.15. 4. Sl 110.4 (Hb 7.17). 5. Hb 9.12; 10.11-14. 6. Rm 8.34; Hb 9.24; 1Jo 2.1. 7. Zc 9.9 (Mt 21.5); Lc 1.33. 8. Mt 28.18-20; Jo 10.28. Ap 12.10, 11.


P.32. Por que é que você é chamado de cristão?

R. Porque, pela fé, sou membro de Cristo e por isso partilho da Sua unção,2 para poder como profeta confessar o Seu nome;3 como sacerdote apresentar a mim mesmo como sacrifício vivo de gratidão a Ele;4 como rei, de livre e boa consciência, combater o pecado e o diabo nessa vida5 e no porvir reinar eternamente com Ele sobre todas as criaturas.6

1. 1Co 12.12-27. 2. Jl 2.28 (At 2.17); 1Jo 2.27. 3. Mt 10.32; Rm 10.9, 10; Hb 13.15. 4. Rm 12.1; 1Pe 2.5, 9. 5. Gl 5.16, 17; Ef 6.11; 1Tm 1.18, 19. 6. Mt 25.34; 2Tm 2.12.


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P.33. Por que é Ele chamado de “Filho unigênito” de Deus, se nós também somos filhos de Deus?

R. Porque somente Cristo é o eterno e natural Filho de Deus.1 Nós, contudo, somos filhos de Deus por adoção, pela graça, por causa de Cristo.2

1. Jo 1.1-3, 14, 18; 3.16; Rm 8.32; Hb 1; 1Jo 4.9. 2. Jo 1.12; Rm 8.14-17; Gl 4.6; Ef 1.5, 6.


P.34. Por você O chama de “nosso Senhor”?

R. Porque Ele nos comprou e nos resgatou, o corpo e a alma,1 de todos os nossos pecados — não com ouro nem prata, mas com o Seu precioso sangue2 — e nos libertou de todo o domínio do diabo para nos tornar Sua possessão.3

1. 1Co 6.20; 1Tm 2.5, 6. 2. 1Pe 1.18, 19. 3. Cl 1.13, 14; Hb 2.14, 15.

 

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P.35. Que confessa você quando diz que Cristo: “foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria”?

R. O eterno Filho de Deus, o qual é e permanece Deus verdadeiro e eterno,1 tomou sobre Si a verdadeira natureza humana da carne e do sangue da virgem Maria,2 pela operação do Espírito Santo.3 Por isso, Ele é também a verdadeira semente de Davi,4 semelhante a Seus irmãos em tudo,5 porém, sem pecado.6

1. Jo 1.1; 10.30-36; Rm 1.3; 9.5; Cl 1.15-17; 1Jo 5.20. 2. Mt 1.18-23; Jo 1.14; Gl 4.4; Hb 2.14. 3. Lc 1.35 4. 2 Sm 7.12-16; Sl 132.11; Mt 1.1; Lc 1.32; Rm 1.3. 5. Fl 2.7; Hb 2.17. 6. Hb 4.15; 7.26, 27.


P.36. Que benefício você recebe de Cristo ter sido concebido e nascido sem pecado?

R. Ele é o nosso Mediador,1 e com a Sua inocência e perfeita santidade cobre aos olhos de Deus o meu pecado, no qual fui concebido e nascido.2

1. 1Tm 2.5, 6; Hb 9.13-15. 2. Rm 8.3, 4; 2Co 5.21; Gl 4.4, 5; 1Pe 1.18, 19.

 

Dia do Senhor 15

P.37. O que você confessa quando diz que Ele “padeceu”?

R. Durante todo o tempo em que viveu sobre a terra, e especialmente no final, Cristo suportou no corpo e na alma a ira de Deus contra o pecado de toda a raça humana.1 Assim, por Seu sofrimento, como o único sacrifício de expiação,2 Ele redimiu o nosso corpo e a nossa alma da condenação eterna3 e conquistou para nós a graça de Deus, a justiça e a vida eterna.4

1. Is 53; 1Tm 2.6; 1Pe 2.24; 3.18. 2. Rm 3.25; 1Co 5.7; Ef 5.2; Hb 10.14; 1Jo 2.2; 4.10. 3. Rm 8.1-4; Gl 3.13; Cl 1.13; Hb 9.12; 1Pe 1.18, 19. 4. Jo 3.16; Rm 3.24-26; 2Co 5.21; Hb 9.15.


P.38. Por que Ele “padeceu sob” o julgamento de “Pôncio Pilatos?”

R. Embora inocente, Cristo foi condenado por um juiz terreno,1 e assim Ele nos livrou do severo juízo de Deus que haveria de cair sobre nós.2

1. Lc 23.13-24; Jo 19.4, 12-16. 2. Is 53.4, 5; 2Co 5.21; Gl 3.13.

 

P.39. Há algum sentido especial em Cristo ter sido crucificado e não ter morrido de outro modo?

R. Sim. Por causa disso tenho a certeza de que Ele levou sobre Si a maldição que estava sobre mim, pois quem era crucificado era maldito de Deus.1

1. Dt 21.23; Gl 3.13. 62

 

Dia do Senhor 16

P.40. Por que foi necessário que Cristo se humilhasse até à morte?

R. Por causa da justiça e da verdade de Deus1 a satisfação pelos nossos pecados não poderia ocorrer de outra forma senão pela morte do Filho de Deus.2

1. Gn 2.17. 2. Rm 8.3; Fl 2.8; Hb 2.9, 14, 15.

 

P.41. Por que foi Ele “sepultado”?

R. O Seu sepultamento testifica que Ele realmente morreu.1 

1. Is 53.9; Jo 19.38-42; At 13.29; 1Co 15.3, 4.

 

P.42. Se Cristo morreu por nós, por que ainda temos que morrer?

R. A nossa morte não é o pagamento pelos nossos pecados,1 mas ela põe fim aos nossos pecados e é a entrada para a vida eterna.2

1. Mc 8.37; 2. Jo 5.24; Rm 7.24, 25; Fp 1.23.


P.43. Que outros benefícios recebemos do sacrifício e morte de Cristo na cruz?

R. Pela morte de Cristo a nossa velha natureza é crucificada, morta e sepultada com Ele,1 para que os desejos malignos da carne não reinem mais sobre nós2 e possamos nos ofertar a Ele como sacrifício de gratidão.3

1. Rm 6.5-11; Cl 2.11-12. 2. Rm 6.12-14. 3. Rm 12.1; Ef 5.1, 2.

 

P.44. Por que razão se acrescenta: “desceu ao inferno”?

R. A angústia, a dor, o terror e a agonia indizíveis que Cristo suportou em todos os Seus sofrimentos1 — especialmente na cruz — dão-me a certeza e a consolação de que, por maiores que sejam as minhas tristezas e tentações, Ele me livrou da angústia e do tormento do inferno.2

1. Sl 18.5, 6; 116.3; Mt 26.36-46; 27.45, 46; Hb 5.7-10. 2. Is 53.

 

Dia do Senhor 17

P.45. Como somos favorecidos com a ressurreição de Cristo?

R. Primeiro: pela ressurreição Ele venceu a morte, para nos tornar participantes da justiça que Ele conquistou para nós pela Sua morte.1 Segundo: pelo Seu poder nós também somos ressuscitados para uma vida nova.2 Terceiro: a ressurreição de Cristo é, para nós, a garantia da nossa ressurreição gloriosa.3

1. Rm 4.25; 1Co 15.16-20; 1Pe 1.3-5. 2. Rm 6.5-11; Ef 2.4-6; Cl 3.1-4. 3. Rm 8.11; 1Co 15.12-23; Fl 3.20, 21.


Dia do Senhor 18

P.46. O que você confessa quando diz que Cristo “subiu ao céu”?

R. Que Cristo, à vista dos Seus discípulos, foi levado da terra ao céu,1 e que lá está para o nosso benefício2 até que venha novamente para julgar os vivos e os mortos.3

1. Mc 16.19; Lc 24.50, 51; At 1.9-11. 2. Rm 8.34; Hb 4.14; 7.23-25; 9.24. 3. Mt 24.30; At 1.11.


P.47. Quer dizer, então, que Cristo não está conosco até a consumação dos séculos, conforme Ele nos havia prometido?

1 R. Cristo é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Segundo Sua natureza humana, Ele não está mais na terra,2 mas segundo a Sua natureza divindade, majestade, graça e Espírito, Ele jamais se ausentou de nós.3

1 Mt 28.20. 2. Mt 26.11; Jo 16.28; 17.11; At 3.19-21; Hb 8.4. 3. Mt 28.18-20; Jo 14.16-19; 16.13.


P.48. Mas, se a natureza humana não estiver presente onde quer que a natureza Divina esteja, não estariam as duas naturezas de Cristo separadas uma da outra?

R. De maneira nenhuma, pois a Sua Divindade é ilimitada e está presente em toda parte.1 Por isso, conclui-se que apesar da Sua natureza Divina ultrapassar a natureza humana que Ele assumiu, ela está dentro dessa natureza humana e a ela permanece unida como pessoa.2

1. Jr 23.23, 24; At 7.48, 49. 2. Jo 1.14; 3.13; Cl 2.9.


P.49. De que modo somos abençoados com a ascensão de Cristo ao céu?

R. Primeiro: Ele é o nosso Advogado no céu diante do Pai.1 Segundo: temos a nossa carne no céu como a garantia segura de que Ele, o nosso Cabeça, também nos levará para Si, como membros Seus.2 Terceiro: Ele nos enviou o Seu Espírito como garantia,3 pelo poder do qual buscamos as coisas do alto — onde Cristo está assentado à direita de Deus — e não as que são da terra.4

1. Rm 8.34; 1Jo 2.1. 2. Jo 14.2; 17.24; Ef 2.4-6. 3. Jo 14.16; At 2.33; 2Co 1.21, 22; 5.5; Ef 1.13,14 4. Cl 3.1-4.


Dia do Senhor 19

P.50. Por que se acrescentou “está assentado à mão direita de Deus”?

R. Cristo ascendeu ao céu para manifestar-se lá como o Cabeça da Sua igreja,1 por meio de quem o Pai governa todas as coisas.2

1. Ef 1.20-23; Cl 1.18. 2. Mt 28.18; Jo 5.22, 23.


P.51. Que benefício tem para nós esta glória de Cristo, o nosso Cabeça?

R. Primeiro: pelo Seu Espírito Santo Ele derrama sobre nós, Seus membros, os dons celestiais.1 Segundo: pelo Seu poder Ele nos defende e preserva de todos os inimigos.2

1. At 2.33; Ef 4.7-12. 2. Sl 2.9; 110.1, 2; Jo 10.27-30; Ap 19.11-16.


P.52. Que consolo lhe dá o fato de que Cristo “há de vir para julgar os vivos e os mortos”?

R. Que em todas as minhas aflições e perseguições eu de cabeça erguida e cheio de ânimo espero vir do céu, como juiz, Aquele mesmo que antes se submeteu ao juízo de Deus por minha causa, e removeu de sobre mim toda a maldição.1 Ela lançará todos os Seus e meus inimigos na condenação eterna, mas levará para Si mesmo, para o gozo e glória celestiais, a mim e a todos os Seus escolhidos.2

1. Lc 21.28; Rm 8.22-25; Fl 3.20, 21; Tt 2.13, 14. 2. Mt 25.31-46; 1Ts 4.16, 17; 2Ts 1.6-10.


Deus Espírito Santo e a Nossa Santificação


Dia do Senhor 20

P.53. O que você crê sobre o Espírito Santo?

R. Primeiro: Creio que Ele é verdadeiro e eterno Deus, juntamente com o Pai e o Filho.1 Segundo: Creio que Ele foi dado também a mim2 para — pela verdadeira fé — me tornar participante de Cristo e de todos os Seus benefícios,3 para me consolar4 e para permanecer comigo para sempre.5

1. Gn 1.1, 2; Mt 28.19; At 5.3, 4; 1Co 3.16. 2. 1Co 6.19; 2Co 1.21, 22; Gl 4.6; Ef 1.13. 3. Gl 3.14; 1Pe 1.2. 4. Jo 15.26; At 9.31. 5. Jo 14.16, 17; 1Pe 4.14.

 

Dia do Senhor 21

 

P.54. O que você crê sobre a “santa Igreja universal ” de Cristo?

R. Creio que o Filho de Deus,1 desde o começo até o fim do mundo,2 reúne para Si mesmo,3 de entre todo o gênero humano,4 uma igreja eleita para a vida eterna5 a qual protege e preserva na unidade da verdadeira fé6 pelo Seu Espírito e pela Sua Palavra.7 E creio que eu sou8 e serei para sempre um membro vivo dela.9

1. Jo 10.11; At 20.28; Ef 4.11-13; Cl 1.18. 2. Is 59.21; 1Co 11.26. 3. Sl 129.1-5; Mt 16.18; Jo 10.28-30. 4.Gn 26.4; Ap 5.9. 5.Rm 8.29; Ef 1.3-14. 6. At 2.42-47; Ef 4.1-6. 7. Rm 1.16; 10.14-17; Ef 5.26. 8. 1Jo 3.14, 19-21. 9. Sl 23.6; Jo 10.27, 28; 1Co 1.4-9; 1Pe 1.3-5.


P.55. O que você crê sobre a “comunhão dos santos”?

R. Primeiro: creio que todos os crentes, juntos e cada um em particular, como membros de Cristo, têm comunhão com Ele e participam de todos os Seus tesouros e dons.1 Segundo: creio que cada um têm o dever de usar os seus dons com disposição e alegria para o benefício e o bem-estar dos outros membros.2

1. Rm 8.32; 1Co 6.17; 12.4-7, 12, 13; 1Jo 1.3 2. Rm 12.4-8; 1Co 12.20-27; 13.1-7; Fl 2.4-8.


P.56. O que você crê sobre a “remissão dos pecados”?

R. Creio que Deus, por causa da satisfação que Cristo realizou, não se lembrará mais dos meus pecados1 nem da minha natureza pecaminosa, contra a qual devo lutar durante toda a minha vida,2 mas me concederá graciosamente a justiça de Cristo, para que eu jamais entre em condenação.3

1. Sl 103.3, 4, 10, 12; Mq 7.18, 19; 2Co 5.18-21; 1Jo 1.7; 2.2. 2. Rm 7.21-25. 3. Jo 3.17, 18; 5.24; Rm 8.1, 2.


Dia do Senhor 22

P.57. Que consolação lhe traz a “ressurreição do corpo”?

R. Que depois dessa vida, não apenas a minha alma será levada imediatamente para Cristo, meu Cabeça,1 mas que também essa minha carne, ressuscitada pelo poder de Cristo, será reunida à minha alma e feita à semelhança do corpo glorioso de Cristo.2

1. Lc 16.22; 23.43; Fl 1.21-23. 2. Jó 19.25, 26; 1Co 15.20, 42-46, 54; Fl 3.21; 1Jo 3.2.


P.58. Que consolação lhe traz o artigo sobre a “vida eterna”?

R. Já agora sinto em meu coração o princípio do gozo eterno,1 pois depois dessa vida obterei a perfeita bem-aventurança que o olho jamais viu, nem o ouvido ouviu, nem o coração humano pode conceber. Uma bem-aventurança para se louvar a Deus eternamente.2

1. Jo 17.3; Rm 14.17; 2Co 5.2, 3. 2. Jo17.24; 1Co 2.9. 


A Nossa Justificação


Dia do Senhor 23

P.59. Que proveito há para você que agora crê nisso?

R. O proveito é que em Cristo sou justo diante de Deus e herdeiro da vida eterna.1

1. Hc 2.4; Jo 3.36; Rm 1.17; 5.1, 2.


P.60. Como é que você é justo diante de Deus?

R. Somente pela verdadeira fé em Jesus Cristo.1 Embora a minha consciência me acuse de haver pecado gravamente contra os mandamentos de Deus, sem jamais haver obedecido a todos eles,2 e de ainda ser inclinado a todo o mal,3 Deus, no entanto, sem que houvesse em mim nenhum mérito próprio,4 somente pela Sua graça,5 imputa-me a perfeita satisfação, justiça e santidade de Cristo.6 Se tão-somente aceitar esse dom crendo fielmente com o coração,7 Ele me concede isso como se eu jamais tivesse tido ou cometido nenhum pecado, e como se eu mesmo tivesse cumprido toda a obediência que Cristo cumpriu por mim.8

1. Rm 3.21-28; Gl 2.16; Ef 2.8, 9; Fl 3.8-11. 2. 3.9, 10. 3. Rm 7.23. 4. Dt 9.6; Ez 36.22; Tt 3.4, 5. 5. Rm 3.24; Ef 2.8. 6. Rm 4.3-5; 2Co 5.17-19; 1Jo 2.1, 2. 7. Jo 3.18; At 16.30, 31; Rm 3.22. 8. Rm 4.24, 25; 2Co 5.21.


P.61. Por quê você diz que é justo somente pela fé?

R. Eu o digo não porque sou agradável a Deus graças ao valor da minha fé, pois somente a satisfação, a justiça e santidade de Cristo é a minha justiça diante de Deus.1 É somente pela fé que posso receber e fazer dessa justiça a minha própria justiça.2

1. 1Co 1.30, 31; 2.2. 2. Rm10.10; 1Jo 5.10-12.


Dia do Senhor 24

P.62. Mas, por que as nossas boas obras não podem ser a nossa justiça diante de Deus, ou pelo menos parte dessa justiça?

R. Porque a justiça que pode subsistir diante do juizo de Deus deve ser absolutamente perfeita e totalmente de acordo com a Sua lei,1 enquanto até mesmo as nossas melhores obras nesta vida são todas imperfeitas e contaminadas com o pecado.2

1. Dt 27.26; Gl 3.10. 2. Is 64.6.


P.63. Se as nossas boas obras não merecem nada, por que Deus promete recompensá-las nesta vida e na futura?1

R. Essa recompensa não é por mérito, mas é um dom de graça.2

1. Mt 5.12; Hb 11.6. 2. Lc 17.10; 2 Tm 4.7, 8.


P.64. Esse ensinamento não torna as pessoas descuidadas e ímpias?

R. Não. É impossível que os que são enxertados em Cristo pela verdadeira fé não produzam fruto de gratidão.1

1. Mt 7.18; Lc 6.43-45; Jo 15.5.


A Palavra e os Sacramentos


Dia do Senhor 25

P.65. Visto que somente a fé é o que nos torna participantes de Cristo e de todos os Seus benefícios, de onde vem essa fé?

R. Vem do Espírito Santo,1 que a opera em nossos corações pela pregação do evangelho,2 e a fortalece pelo uso dos sacramentos.3

1. Jo 3.5; 1Co 2.10-14; Ef 2.8; Fl 1.29. 2. Rm 10.17; 1Pe 1.23-25. 3. Mt 28.19, 20; 1Co 10.16.


P.66. O que são sacramentos?

R. Os sacramentos são sinais e selos santos e visíveis. Foram instituídos por Deus para que pelo uso deles Ele pudesse, o mais claramente possível, nos declarar e selar a promessa do evangelho.1 E esta é a promessa: que Deus nos concede graciosamente perdão de pecados e vida eterna por causa dos sacrifícios de Cristo ofertado na cruz.2

1. Gn 17.11; Dt 30.6; Rm 4.11. 2. Mt 26.27, 28; At 2.38; Hb 10.10.


P.67. Então, tanto a Palavra quanto os sacramentos têm por objetivo direcionar a nossa fé para o sacrifício de Jesus Cristo na cruz, como a única base para a nossa salvação?

R. Sim, de fato. O Espírito Santo nos ensina no Evangelho e nos garante pelos sacramentos que toda a nossa salvação baseia-se no sacrifício único de Cristo por nós na cruz.1

1. Rm 6.3; 1Co 11.26; Gl 3.27. 70


P.68. Quantos sacramentos Cristo instituiu na nova aliança?

R. Dois: O santo batismo e a santa ceia.1 

1. Mt 28.19, 20; 1Co 11.23-26.

 

O Santo Batismo


Dia do Senhor 26

P.69. Como o santo batismo lhe faz saber e lhe assegura que o único sacrifício de Cristo na cruz lhe beneficia?

R. Do seguinte modo: Cristo instituiu esse lavar exterior1 e deu com ele a promessa de que, tão certo quanto a água remove a sujeira do corpo, assim também o Seu sangue e Espírito removem a impureza da minha alma, isto é, todos os meus pecados.2

1. Mt 28.19. 2. Mt 3.11; Mc 16.16; Jo 1.33; At 2.38; Rm 6.3, 4; 1Pe 3.21.


P.70. Que significa ser lavado com o sangue e o Espírito de Cristo

R. Ser lavado com o sangue de Cristo significa receber de Deus o perdão de pecados, por meio da graça, por causa do sangue de Cristo derramado por nós em Seu sacrifício na cruz.1 Ser lavado com o Seu Espírito significa ser renovado pelo Espírito Santo e santificado para sermos membros de Cristo, para que morramos mais e mais para o pecado e vivamos uma vida santa e irrepreensível.2

1. Ez 36.25; Zc 13.1; Ef 1.7; Hb 12.24; 1Pe 1.2; Ap 1.5; 7.14. 2. Jo 3.5-8; Rm 6.4; 1Co 6.11; Cl 2.11, 12.


P.71. Onde Cristo prometeu que nos lavaria com o Seu sangue e Espírito tão certo quanto somos lavados com a água do batismo?

R. Na instituição do batismo, onde Ele afirma: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19).“Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16.16). Essa promessa se repete onde a Escritura chama o batismo de lavar regenerador e de purificação dos pecados (Tt 3.5; At 22.16).


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P.72. Então, esse lavar exterior com água por si mesmo remove os pecados?

R. Não, somente o sangue de Jesus Cristo e o Espírito Santo nos purificam de todo o pecado.1

1. Mt 3.11; 1Pe 3.21; 1 Jo 1.7.


P.73. Então, por que o Espírito Santo chama o batismo de “lavar regenerador” e de “purificação de pecados”?

R. Deus fala assim por uma razão importante. Ele nos quer ensinar que o sangue e o Espírito de Cristo removem os nossos pecados assim como a água remove a sujeira do corpo.1 Porém, ainda mais importante, Ele nos quer assegurar por meio dessa garantia e sinal divinos que somos tão verdadeiramente purificados espiritualmente dos nossos pecados, assim como somos fisicamente lavados com a água.2

1. 1Co 6.11; Ap 1.5; 7-14. 2. Mt 16.16; At 2.38; Rm 6.3, 4; Gl 3.27.


P.74. As crianças pequenas devem ser batizadas?

R. Sim. As crianças, assim como os adultos, pertencem à aliança e à igreja de Deus.1 Através do sangue de Cristo lhes são prometidos, da mesma forma que aos adultos, a redenção do pecado e o Espírito Santo, que opera a fé.2 Assim as crianças, por meio do batismo como sinal da aliança, devem ser enxertadas na igreja de Cristo e distinguidas dos filhos dos incrédulos.3 Na velha aliança isso era feito pela circuncisão,4 que, na nova aliança, foi substituída pela instituição do batismo.5

1. Gn 17.7; Mt 19.14. 2. Sl 22.10; Is 44.1-3; At 2.38, 39; 16.31. 3. At 10.47; 1Co 7.14. 4. Gn 17.9-14. 5. Cl 2.11-13.


A Santa Ceia


Dia do Senhor 28

P.75. Como a santa ceia lhe faz saber e lhe assegura que você tem parte no único sacrifício de Cristo na cruz e de todos os Seus dons?

R. Do seguinte modo: Cristo ordenou a mim e a todos os crentes que em Sua memória comêssemos desse pão partido e bebêssemos desse cálice. Juntamente com esse mandamento Ele deu essas promessas:1 Primeira: tão certo como vejo com os meus olhos o pão do Senhor partido por mim e o Seu cálice dado a mim, assim também foi o Seu corpo ofertado por mim e o Seu sangue derramado por mim na cruz. Segunda: tão certamente quanto recebo das mãos do ministro e provo com a minha boca o pão e o cálice do Senhor como sinais seguros do corpo e do sangue de Cristo, assim também Ele mesmo, com o Seu corpo crucificado e o Seu sangue derramado, alimenta e nutre a minha alma para a vida eterna.

1. Mt 26.26-28; Mc 14.22-24; Lc 22.19, 20; 1Co 11.23-25.


P.76. O que significa comer o corpo crucificado de Cristo e beber o Seu sangue derramado?

R. Primeiro: aceitar de todo coração todo o sofrimento e morte de Cristo, e assim receber o perdão dos pecados e a vida eterna.1 Segundo: ser unido cada vez mais ao santo corpo de Cristo pelo Espírito Santo que vive tanto nEle quanto em nós.2 Portanto, embora Cristo esteja no céu3 e nós estejamos na terra, somos carne da Sua carne e osso dos Seus ossos4 e vivemos eternamente e somos governados por um único Espírito, assim como os membros do nosso corpo o são por uma única alma.5

1. Jo 6.35, 40, 40-54. 2. Jo 6.55, 56; 1Co 12.13. 3. At 1.9-11; 3.21; 1Co 11.26; Cl 3.1. 4. 1Co 6.15, 17; Ef 5.29, 30; 1Jo 4.13. 5. Jo 6.56-58; 15.1-6; Ef 4.15, 16; 1Jo 3.24.


P.77. Onde foi que Cristo prometeu que Ele quer alimentar e refrigerar os crentes com o Seu corpo e sangue tão certamente quanto eles comem desse pão partido e bebem desse cálice?

R. Na instituição da Ceia do Senhor: “O Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1Co 11.23-26). Paulo repete essa promessa onde diz: “Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão” (1Co 10.16, 17).


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P.78. Então, o pão e o vinho são transformados no corpo e no sangue reais de Cristo?

R. Não. Do mesmo modo que a água do batismo não se transforma no sangue de Cristo nem é a própria purificação dos pecados, mas é simplesmente um sinal e uma garantia disso da parte de Deus,1 assim também o pão na Ceia do Senhor não se torna no próprio corpo de Cristo,2 embora seja chamado de corpo de Cristo3 conforme a natureza e o uso dos sacramentos.4

1. Ef 5.26; Tt 3.5. 2. Mt 26.26-29. 3. 1Co 10.16, 17; 11.26-28. 4. Gn 17.10, 11; Ex 12.11, 13; 1Co 10.3, 4; 1Pe 3.21.


P.79. Por que, então, Cristo chama o pão de “Seu corpo” e o cálice de “Seu sangue”, ou de a “nova aliança no Seu sangue”, e por que Paulo fala da comunhão do corpo e do sangue de Cristo?

R. Cristo fala dessa maneira por um motivo importante: Ele quer nos ensinar pela Sua ceia que do mesmo modo como o pão e o vinho nos sustentam a vida temporal, assim também o Seu corpo crucificado e o Seu sangue derramado são o verdadeiro alimento e a verdadeira bebida das nossas almas para a vida eterna.1 E, ainda mais, Ele nos quer assegurar por esse sinal e garantia visíveis, primeiramente, que pela operação do Espírito Santo nós participamos do Seu verdadeiro corpo e sangue tão certo quanto recebemos com a nossa boca esses santos sinais em memória dEle;2 e em segundo lugar, que todo o Seu sofrimento e obediência são tão certamente nossos como se nós mesmos tivéssemos sofrido e pago pelos nossos pecados.3

1. Jo 6.51, 55. 2. 1Co 10.16, 17; 11.26. 3. Rm 6.5-11.


Dia do Senhor 30

P.80. Qual é a diferença entre a Ceia do Senhor e a missa do papa?

R. A Ceia do Senhor nos testifica, primeiramente, que temos o perdão completo de todos os nossos pecados pelo único sacrifício de Jesus Cristo, que Ele mesmo realizou na cruz de uma vez por todas;1 em segundo lugar,que pelo Espírito Santo somos enxertados em Cristo,2 o qual está agora no céu em Seu corpo verdadeiro à mão direita do Pai,3 e é onde Ele quer ser adorado.4 A missa, no entanto, ensina primeiro que nem os vivos nem os mortos têm o perdão de pecados por meio do sofrimento de Cristo se Ele não for ainda sacrificado diariamente em favor deles pelos sacerdotes; e em segundo lugar, que Cristo está presente corporalmente na forma do pão e do vinho, e neles deve ser adorado. A missa, portanto, é basicamente nada mais que a negação do único sacrifício e sofrimento de Jesus Cristo, e é uma idolatria maldita.

1. Mt 26.28; Jo 10.30; Hb 7.27; 9.12, 25, 26; 10..10-18. 2. 1Co 6.17; 10.16, 17. 3. Jo 20.17; At 7.55, 56; Hb 1.3; 8.1. 4. Jo 4.21-24; Fp 3.20; Cl 3.1; 1Ts 1.10.


P.81. Quem deve vir à mesa do Senhor?

R. Aqueles que, em verdade, estão descontentes consigo mesmos por causa dos seus pecados e que, mesmo assim, confiam que eles lhes foram perdoados e que o mal que ainda resta neles está coberto pelo sofrimento e morte de Cristo, e que também desejam fortalecer a sua fé e corrigir as suas vidas, cada vez mais. Mas os hipócritas e os que não se arrependem comem e bebem juízo para si mesmos.1

1. 1Co 10.19-22; 11.26-32.


P.82. Esses que por sua confissão e vida demonstram que são incrédulos e ímpios devem ser admitidos à ceia do Senhor?

R. Não, porque a aliança de Deus seria profanada e a Sua ira se acenderia contra toda a congregação.1 Por isso, segundo o mandamento de Cristo a Seus apóstolos, a igreja de Cristo tem o dever de excluir tais pessoas pelas chaves do reino do céu, até que corrijam as suas vidas.

1. Sl 50.16; Is 1.11-17; 1Co 11.17-34. 76


Dia do Senhor 31

P.83. O que são as chaves do reino do céu?

R. A pregação do santo evangelho e a disciplina eclesiástica. É por esses dois meios que o reino do céu se abre para os que crêem, e se fecha para os incrédulos.1

1. Mt 16.19; Jo 20. 21-23.


P.84. Como se abre e se fecha o reino do céu pela pregação do evangelho?

R. De acordo com o mandamento de Cristo, o reino do céu se abre quando se proclama e se testifica de público a todo o crente — individual ou coletivamente — que Deus perdoou de fato a todos os seus pecados por causa dos méritos de Cristo, sempre que aceitam a promessa do evangelho com fé verdadeira. O reino do céu se fecha quando se proclama e se testifica a todo os incrédulos e hipócritas que, enquanto não se arrependerem, a ira de Deus e a condenação eterna repousam sobre eles. Segundo esse testemunho do evangelho, Deus os julgará tanto nessa quanto na vida porvir.1

1. Mt 16.19; Jo 3.31-36; 20.21-23.


P.85. Como se fecha e se abre o reino do céu pela disciplina eclesiástica?

R. De acordo com o mandamento de Cristo, aqueles que se chamam de cristãos mas que se mostram não-cristãos na doutrina ou na vida devem ser, em primeiro lugar e de modo fraternal, admoestado mais de uma vez. Se não abandonarem a seus erros nem à sua impiedade, devem ser denunciados à igreja, isto é aos presbíteros. Se também não derem ouvidos às admoestações deles, serão proibidos de participar dos sacramentos e excluídos da congregação cristã pelos presbíteros e do reino de Cristo pelo próprio Deus.1 Serão novamente recebidos como membros de Cristo e da igreja quando prometerem e demonstrarem arrependimento real.2

1. Mt 18.15-20; 1Co 5.3-5; 11-13; 2Ts 3.14, 15. 2. Lc 15.20-24; 2Co 2.6-11.

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